35 coisas que eu quero que você aprenda, meu amado filho

terça-feira, 21 de julho de 2015

Agora você tem quase um ano, meu filho. Então, nada mais justo do que eu pensar cada vez mais em como posso te ensinar a ser uma criança feliz e, no futuro, um homem melhor. Você está preparado?

1. Não se deixe levar pelas novas tecnologias. O melhor tempo das nossas vidas é quando podemos brincar na rua.
2. Sempre diga por favor e obrigada às pessoas. E sempre cumprimente, qualquer pessoa.
3. Sorria sempre. Isso desarma qualquer um.
4. Nunca deixe de abraçar e dar um beijo aos seus pais.
5. Aproveite os seus avós o máximo que você puder.
6. Não diga palavrões.
7. Seja firme nas suas convicções, mas nunca, NUNCA se ache no direito de julgar alguém por qualquer que seja a sua escolha.
8. Não tenha medo de ajudar quem mais precisa, seja um cão abandonado ou um morador de rua, até o passarinho que está com a asa quebrada.
9. Pense sempre o melhor dos outros, nunca o pior.
10. Ore com os seus pais antes de dormir todas as noites.
11. Agradeça a Deus pela sua vida todas as manhãs.
12. Não tenha vergonha da sua fé, tenha orgulho.
13. Mostre sua fé pelo exemplo.
14. Nunca minta, mesmo que isso acarrete consequências.
15. Trate a sua namorada e futura esposa como você gostaria que a sua mãe fosse tratada.

A era do descartável

domingo, 19 de julho de 2015

Vivemos numa época em que as coisas são perecíveis. 30 anos atrás, tudo durava mais, desde a geladeira até aquele par de sapatos, passando por, claro, relacionamentos.
Hoje, ninguém quer geladeira velha. Sapatos do inverno passado vão para doação. E relacionamentos nunca parecem ser satisfatórios o suficiente. "Ah, mas as geladeiras hoje são baratas,  não vale a  pena mandar consertar a geladeira velha". " Mas este sapato é tendência, o outro está fora de moda". "Não sou mais feliz neste relacionamento/A pessoa não me completa mais/Quero encontrar alguém que me valorize".
O resultado disso é catastrófico: mais ninguém se esforça para que as coisas funcionem. Tudo é perecível, tudo tem prazo de validade, tudo é descartável. O problema é que às vezes o problema não está na geladeira velha, no sapato fora de moda ou no relacionamento que não dá mais certo. O problema está principalmente na forma como nos posicionamos em relação ao conserto delas. Hoje mais ninguém quer consertar nada, não tenta de tudo, não chama o técnico pra ver o problema da geladeira. Tem até quem vá ao técnico, mas sem a geladeira. Como o cara vai consertar o aparelho se o dono não o leva até ele?
Se o problema é na geladeira, apenas conserte a geladeira. Não adianta comprar um fogão para a substituir. Logo mais, você vai entender que não é a mesma coisa.

Preparar-se para ser mãe

domingo, 12 de julho de 2015

Quando decidi engravidar, pensei realmente que estava preparada. Casamento estava bem, tinha casa própria, bom emprego. "Por que não?", pensava. Procurei um médico, fiz exames e estava tudo ok para engravidar. Em menos de três meses veio o positivo. Eu me sentia tão feliz, não tinha nem um pouco de medo de ser mãe, e achava que ia ser fácil, que os dois íamos cuidar, que logo ia voltar para a academia, que íamos viajar juntos...
Só que não.
Quando o Antonio nasceu, eu fiquei apavorada. Tentava não transparecer, mas fui invadida por um medo terrível de ficar sozinha e falhar como mãe.
Claro que o plano perfeito que tinha desenhado na minha cabeça foi por água abaixo. Veio uma onda e derrubou tudo aquilo que eu acreditava e mesmo assim eu precisei me erguer porque tinha um ser ali que dependia totalmente de mim.
Hoje, 11 meses se passaram e vejo as coisas com mais clareza. E finalmente posso falar: você nunca vai estar totalmente preparada para ser mãe. Por mais que você planeje, tudo pode dar errado. Durante muitos meses me vitimizei, de ver minha família dilacerada, de cuidar do meu filho praticamente sozinha (nunca é a mesma coisa que seria com os pais juntos), de não ter mais tempo de cuidar de mim. Tem dias que o desespero bate mesmo.
Mas com a graça do bom Jesus (único merecedor de todo nosso amor), as coisas acabam por se ajeitar. Sei que é Ele que me fortalece e que me rodeia de verdadeiros anjos. E logo as coisas vão ficando melhores, você consegue aquela hora por dia para malhar, faz as unhas depois que o bebê dorme e passa um reboco na cara para esconder as olheiras.
Tenho a sorte de ter um filho lindo, saudável, esperto e muito amado por mim, pelo pai dele, pelos avós e tios. Mas se eu voltasse lá atrás, naquele outubro de 2013, e me falassem que ia acontecer tudo isto, provavelmente eu diria: "Ah, você tá de brincation".
Tem vezes neste mundão de Deus que o Pai permite que você quebre a cara porque Ele vai te reerguer mais forte do que nunca.
E a minha hora está chegando.

O dia em que o meu filho começou a crescer

domingo, 28 de junho de 2015

Nunca tive problemas na amamentação. Antonio pegou bem no bico desde que nasceu e eu nunca senti dor, nem tive aqueles problemas terríveis de peito rachado.
Durante quase quatro meses, ele se alimentou exclusivamente de mim, do leite que o meu corpo produzia. 
Por amamentá-lo em livre demanda, quando voltei a trabalhar foi uma tormenta, porque o meu peito enchia muito e eu precisava ir ao banheiro fazer a "ordenha". Mas nem sempre aliviava, continuava cheio, doía imenso e um dia até desmaiei de dor.
Aos poucos o corpo foi se acostumando a essa rotina. Mas uma coisa era certa: assim que eu chegava do trabalho, precisava amamentá-lo imediatamente. Ele pedia. E eu amava isso. Era o nosso momento. 


Desabafos de uma mãe frustrada

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Da série "sinto-me uma péssima mãe".
Agora que o Antonio tem quase um ano, finalmente decidi que é hora dele começar a dormir sozinho no berço dele.
Meu Deus, como é difícil. Exige muita paciência e persistência. Porque acreditem, um bebê, quando quer e quando está perante uma mãe cansada e com fome, consegue tudo.
O Antonio é bem agarrado a mim. E desde que mudamos, ele só adormece no meu colo e dorme na minha cama. Eu confesso que adoro dormir de mão dada com ele, mas entendo que meu papel como mãe é ajudá-lo a se desprender e a ser mais independente.
Ontem foi o primeiro dia de tentativa. Ele capotava nos meus braços, mas era só colocá-lo no berço que despertava. E começava tudo de novo: volta para o colo até dormir e berço. Acordava. Colo e berço. Acordava. Devo ter feito isso umas 10 vezes. Já era meia-noite e eu nem tinha comido ou tomado banho. Entrei em desespero. "Meu filho consegue tudo o que quer, não tenho forças para isto". O rímel escorria pelo rosto à medida que eu me desesperava. Ele me via chorar e chorava mais ainda. " Ah, meu Deus, me ajuda".
Aí lembrei das vezes que a minha irmã me xingava porque eu dizia que ele só dormia no colo. "Vais-te arrepender". Ah, como ela estava certa. Como eu queria voltar lá atrás, quando ele tinha poucos meses.
Nos livros de maternidade, ninguém fala como a falta de sono e de descanso pode te levar à loucura. Temo que haveria até uma diminuição drástica das taxas de natalidade se alguém tivesse a audácia de contar que às vezes você, mãe, vai dormir vencida pelo seu filho, sem comer, sem tomar banho e sem escovar os dentes. E que você vai dormir chorando de culpa achando que está falhando no seu papel como educadora.
Saga para ensinar Antonio a dormir sozinho: 1-0 para ele.

Porque eu acho que mãe tem de trabalhar fora

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Quando o Antonio nasceu, nunca me passou pela cabeça parar de trabalhar fora. Primeiro porque a situação financeira não me permite, segundo porque não me vejo sendo apenas mãe e dona de casa. Sinceramente não é para mim
Os quatro meses da licença-maternidade foram os mais longos da minha vida. Sério, eu achei que ia pirar - e pirei um pouco. Porque eu ficava o dia inteiro sozinha com o bebê. E não, não era moleza. Ele acordava muito de noite e de dia, quando ele dormia, eu ia fazer as coisas da casa. Nesses quatro meses,o momento alto do meu dia era ir ao supermercado e falar com pessoas adultas.
E isso era demasiado deprimente para mim. Então eu não via a hora de voltar a trabalhar. E hoje eu estou bem assim. Claro que estou sempre cansada, afinal, "trabalho" em três turnos. Mas isso me faz um bem que vocês não imaginam. Eu preciso me sentir útil.
Tenho também a sorte de ter uma sogra maravilhosa que cuida do meu filho com muito amor. E correndo o risco de ser clichê, mãe feliz igual a filho feliz. O Toni está crescendo muito bem e não creio que ele cresceria melhor se eu estivesse cuidando dele 24h por dia. Claro que rola o sentimento de culpa (mães, quem nunca?) todas as manhãs ao sair de casa, mas a recompensa vem horas depois, quando volto e ele me recebe sorrindo.
Tem mãe que gosta e quer parar de trabalhar para cuidar dos filhos. Ok! Tem também muitas que não têm escolha, porque não têm com quem deixar o bebê. Mas creio que há muitas como eu, que veem na maternidade um complemento da sua existência como mulher e sobretudo profissional. Porque afinal, os filhos eventualmente crescem. E eu não sei vocês, mas eu não quero ver meu filho indo para a escola e eu descobrir que não sei mais viver entre adultos porque lá atrás decidi abdicar de tudo pelo meu filho.

A comida depois da maternidade

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Antes de engravidar, a minha alimentação era bem saudável: era vegetariana e, como ia muito na academia, tinha aquelas ' neuras' de comer bem para não engordar, ganhar músculo, ter energia para correr e tudo o mais.
Quando engravidei, decidi que queria ser uma mamãe fitness, engordar pouco, seguir vegetariana e permanecer saudável. Segui assim até ao início do sétimo mês, quando parei de treinar. E como já estava bem barriguda, meio que me desliguei das neuras e decidi comer o que tinha vontade - o que incluiu refrigerante, que não bebia há mais de um ano.
Quando o Antonio nasceu, voltou a neura de me alimentar bem, já que amamentava e queria que o meu leite fosse o melhor possível. Então não comia nada de besteira.
Foi quando o Antonio começou a comer que as coisas desandaram. Sempre fiz questão de fazer a comida dele - e aqui entre nós, não gosto muito quando ele come coisas que não fui eu que fiz -, e sempre quis que fosse o mais saudável possível: pesquisei várias receitas e combinações para que a relação do meu filho com a comida começasse da melhor forma. Não tenho neuras, ele come Mucilon de vez em quando, mas fora isso não come industrializados.
Mas enquanto ele come do bom e do melhor, eu só comia o que dava e quando dava. Tinha semanas em que no cardápio só entrava macarrão e ovo, que era o mais rápido de fazer quando já eram 23h e o bebê tinha finalmente adormecido. Voltei a comer carne porque não estava mais conseguindo arrumar tempo e cabeça para me alimentar direito.
Hoje as coisas estão melhores. O sono dele está mais regular, então tenho mais tempo para fazer um prato decente. Claro que sucumbo muitas vezes ao miojo, mas com o tempo chego lá. Porque logo logo o Antonio começa a comer a comida da casa e eu definitivamente preciso aprender a mexer na panela de pressão pra cozinhar feijão.
 
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